KIHON
Kihon, palavra japonesa para básico é o termo utilizado no Karatê para definir as técnicas elementares, e que intrinsecamente, significa espírito fundamental. Numa visão simplista, as posições, os batimentos de pernas e braços e as defesas fazem parte do Kihon e é através da sua prática constante que aprendemos e fazemos evoluir as nossas técnicas de Karate.
É durante o treino de Kihon que repetimos vezes sem conta todos os movimentos isolados do Karatê. Trata-se de um treino fundamental para o praticante, esteja o praticante vocacionado para a competição e /ou não. Sem um bom Kihon, sem uma boa base, não é possível ser um bom Karateca, visto que o domínio das técnicas elementares é indispensável para fazer um bom kata ou ser bem sucedido num combate.
O Kihon é também uma disciplina do Karatê que qualquer Karateca, seja principiante ou graduado, pode e deve praticar sozinho e em qualquer lugar. No entanto, muito embora o possa fazer, é durante as aulas práticas com o seu Sensei (Professor), devem fazer o aproveitamento ao máximo das correções ou observações que ele lhes dirige, pois só assim o seu nível técnico é substancialmente melhorado.
Tachikata: O conhecimento das posições é a primeira etapa a ter em conta pelo praticante. Sem esse domínio torna-se impossível progredir.
Entre as bases fundamentais para o Kihon: Shizentai (posição natural, ponto de partida), Junzuki dachi (posição do soco avançando, alongada e estável), Gyakuzuki dachi (mais curta e larga) e Nekoashi / Seishan dachi (mobilidade e recolhimento). Todas as bases estão detalhadas na página Bases.
Tsukiwaza: (golpes usando os braços): Série de ataques que se podem efectuar utilizando os braços (mãos, cotovelos, punhos, etc.).
No Wado, o soco nasce junto com o deslocamento do corpo — não é braço isolado, é corpo inteiro. Principais: Junzuki (soco direto avançando), Gyakuzuki (soco invertido, o de maior potência), Kizamizuki (soco curto e rápido da mão da frente), Nagashizuki (o "soco que flui", desferido ao mesmo tempo em que se escoa a linha do ataque — é a expressão viva do princípio que dá nome ao nosso Dojô, Nagashi), Tobikomizuki (soco entrando, cobrindo distância), Kette Junzuki e Kette Gyakuzuki (soco combinado com chute) e Uraken uchi (golpe com o dorso do punho).
Ukewaza: (defesas utilizandos braços): Série de defesas que se podem efectuar utilizando os braços (mãos, cotovelos, punhos, etc.). Existem defesas onde também se podem usar as pernas.
No Wado, defender é desviar e redirecionar, não chocar de frente. Principais: Jodan uke / Age uke (defesa alta ascendente), Soto uke (de fora para dentro), Uchi uke (de dentro para fora), Gedan barai (varrimento baixo), Shuto uke (defesa com a mão em faca) e Nagashi uke (a defesa que "escoa" o ataque — junto com o Nagashizuki, é a assinatura do estilo).
Keriwaza: Série de ataques que se podem efetuar usando as pernas (pés, joelhos, etc.).
Principais: Maegeri (chute frontal, o mais fundamental), Sokuto / Yokogeri (chute lateral com a lâmina do pé), Mawashigeri (chute circular), Ushirogeri (chute para trás), Hizageri (golpe de joelho, para a curta distância) e as variações Surikomi (com deslize de aproximação, cobrindo distância).
Renrakuwaza: Combinações de técnicas.
É a ponte entre o Kihon isolado e o combate: encadeia socos, defesas e chutes, treinando sobretudo o timing — agir no momento exato, nem antes nem depois. Sem um bom encadeamento, as técnicas isoladas não se transformam em combate real.
Vídeo exemplo fonte: Parte do vídeo GRANDES MESTRES DE KARATE NO BRASIL- 1997 Projeto, Roteiro e Direção: Mario Panucci. Direitos Autorais MPP&R e MDS Video.

